É revoltante para todos os portugueses constatar todos os dias, por entre o bulício e espalhafato das TVs, a existência de compatriotas que perderam o acesso a serviços de saúde, quer através do encerramento de unidades de assistência médica quer através da consequente impossibilidade financeira.
Onde antes a comunidade providenciava auxílio aos seus elementos, fosse o médico de aldeia que tantas e tantas vezes não apenas prestava serviço gratuito como também fornecia os fármacos necessários, fosse a carrinha ou o carro dos bombeiros da zona que levase ao hospital mais próximo, fosse a própria morte onde tudo começa e acaba, hoje em dia há a desolação quer do desmoronar da comunidade e do seu espírito quer da dissipação da ilusão da existência de um Estado que suporte unidades de assistência médica, completamente inviáveis no aspecto financeiro.
Desde o Estado Novo e as suas ilusões de providência quase divina fruto da mentalidade estatista do corporativismo salazarista até ao estatismo socialista que se criou um monstro difícil e quase impossível de derrotar: a tutela do Estado sobre a saúde e o ensino.
Monstro esse que agora é responsável por as pessoas que vivem afastadas das áreas metropolitanas das grandes cidades não terem as alternativas que deveriam ter quando o Estado, outrora papá omnipotente e omnipresente, agora se vê obrigado a “fechar a torneira” porque é tempo de “apertar o cinto”.
Continuamos a ser o país com os seguros de saúde mais caros de toda a Europa e com os serviços de saúde privados a praticar as maiores exorbitâncias de acordo com o poder aquisitivo das populações. Estas são as menos culpadas, pois não foram elas que criaram o corporativismo ignóbil da Ordem dos Médicos; não foram elas que criaram a ilusão de um Estado sempre presente; não são elas que nomeiam administradores e gestores da cor política em vigência no poder para os hospitais e institutos públicos de saúde; não são elas que mantêm o cerco apertado às vagas para as faculdades de Medicina para depois se chamarem médicos espanhóis; não são elas que por meio de tutelas e interesses espúrios coarctam a livre concorrência entre companhias de seguros e estabelecimentos de saúde privados. Por fim também não foram elas que tornaram o tema cheque-ensino e cheque saúde um assunto quase maldito e por isso impossível de ser debatido.
Por isso, apesar do sofrimento de todas essas populações e mesmo de todo o povo português, apelar para voltar ao passado é voltar às causas pelas quais o actual estado de coisas se verifica.
O nosso sistema de saúde caminha para ficar igual ao sistema de saúde americano. quem precisar vai ter que pagar, porque isto de ter-mos um sistema de segurança social que afinal não dá segurança a ninguém… o governo está a preparar tudo par que o capitalismo e a falta de tolerância domine.
Olá, descobri seu blog a partir do motor de busca do wordpress. Venho por meio deste comentário divulgar o site http://www.mises.org.br , especializado no ensino e propagação de valores minárquicos.
Em meio a todos estes benef cios, a Realgem s não poderia deixar de ter em seu portfolio cosm ticos produzidos a partir do extrato de a a .