13
Mai
08

O mundo segundo Dias da Cunha

A presença de Dias da Cunha no Prós e Contras de ontem teve a nobre função de representar a ideia-chave-mestra que ainda resta da mentalidade portuguesa de outrora: tudo tem de ser resolvido e regulado pelo Estado.
O Estado, essa entidade supra-humana, infalível, que existe para lá do Homem e da Sociedade.

- Se o árbitros arbitram mal (leia-se: “gamam o meu Sporting”) chame-se o Estado para regular e regulamentar a situação.
- Se os clubes entram em crise, pois que vá o Estado ver o que se passa. Se calhar estão a gerir mal o clube. E aí entra o papá-Estado para ajudar a gerir bem.
- Há jogadores com salários em atraso e outros a ganharem muito. Como permitiu o papá-Estado uma injustiça destas?? Crie-se já um tecto salarial, o qual não se possa ultrapassar, nem que se percam jogadores. O que é importante é a igualdade salarial.

Assim atingir-se-á a excelência desportiva, estando implícito o desporto sem a competitividade nefasta do capitalismo!


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