Ora bem, vamos lá ver se eu consigo transmitir a minha opinião sobre a OTA. Estava a baralhar-me o facto de o nosso governo andar a encerrar escolas e centros de saúde e, ao mesmo tempo, querer tão desesperadamente a OTA. Afinal, um dos objectivos de tantos encerramentos era diminuir a despesa pública, que é elevada, e o outro era impedir uma nova subida de impostos.
Mas, perguntava-me eu, para quê fazer tudo isto se, imediatamente a seguir, se iam gastar milhões de euros?!
Finalmente, compreendi que uma melhor gerência do nosso actual aeroporto, a ampliação do mesmo, e o direccionamento de algum tráfego aéreo para os outros aeroportos, como eu achava que deveria ser feito, não ia resolver o problema. Acho que não vale a pena, sequer, discutir a melhor forma de gerir o aeroporto portanto, passo à ampliação! Para ampliar o dito, era necessária a expropriação dos terrenos que o rodeiam. Uma vez que esses terrenos pertencem a algumas das famílias ricas do país e uma vez que as expropriações têm um valor fixo, essas famílias ricas iriam ficar a perder dinheiro! E isso não pode ser já que são estas famílias a direccionar a economia portuguesa. Por outro lado, se um novo aeroporto for construído na zona proposta – onde por acaso estas famílias também têm terrenos – a verdade é que já não se perde tanto dinheiro, pois uma coisa é expropriar na cidade e outra é expropriar no deserto! Por outro lado, direccionar o tráfego aéreo iria resolver o problema apenas a curto prazo, dez anos, talvez.
Outro factor que também se reveste de alguma importância, é o pormenor de a União Europeia contribuir com 40% do valor necessário para a construção do novo aeroporto, valor este que descerá para 20% se a construção não for feita agora mas daqui a alguns anos. Ou seja, se a construção for feita daqui a dez anos, o estado português vai ter que contribuir com mais dinheiro.
Portanto, não compreendo o porquê de tanta discussão, pois todas as decisões já foram tomadas e a nossa opinião não conta!
Mng