A teoria de Joel Neto é clara: se é certo que a maioria grita pelas cores encarnadas nos primeiros anos de vida, com o passar da idade, a evolução para os tons verdes é natural e progressiva. Em Todos Nascemos Benfiquistas (Mas Depois Alguns Crescem), Joel Neto reúne um conjunto de crónicas onde se debruça, com caneta afiada, sobre o futebol. É preciso dizer que o autor não é um cronista desportivo na verdadeira definição do termo. Então, mas afinal, porque escreve sobre futebol? Porque futebol é os protagonistas, os mister, os lances falhados, as substituições mal planeadas, as chuteiras, os estádios semicheios ou semivazios, os clubes e os apitos, as disputas e questiúnculas. Mas, Joel Neto vai para além deste mundo futebolístico, porque este jogo de bola é também e principalmente amor e ódio, drama e comédia. Que merece lágrimas e gargalhadas. Palmas e assobios. Diga-se em prol da verdade que o autor é um adepto convicto do Sporting. [aqui]
Os portistas cresceram (e de que maneira) e não precisam de passar pela fase benfiquista. Ser do Sporting também está fora de questão. Ser portista é coisa de homem. Que mania destes sportinguistas generalizarem o clubismo, fruto das suas batalhas para saber quem tem o maior pelo de barba…
Teixeira