Arrochadas (2.0)

deus está morto

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Ao lerem este título, lembrar-se-ão concerteza de um nosso companheiro de espécie homo sapiens (algumas vezes sapiens demens) começado por N, esse mesmo, aquele distingue sub-homem de super-homem. Dadas as circunstancias, penso que aquele 1% a mais de código genético que nos separa dos símios mais avançados nunca deveria ter nos sido dado, ou por nós desenvolvido. É um desastre. É mais legítimo quem é mais forte, é mais verdadeiro quem pode afirmar-se afirmando a sua verdade e visão do mundo. As tréguas são negociadas. O caos da luta é interrompido com a serenidade tensa, sempre em vias de se esgotar. Todos os agentes se procuram posicionar nas posições mais cimeiras dos campos sociais onde deslocam os seus contentores de massa física, observável. Um fim mais elevado para a condição humana? Deus está doido.

Em Portugal, já passámos esta fase à muito tempo. Manda mais quem pode mais. Quem não manda anda a ver se manda qualquer coisa. Nem que seja lá em casa, na mulher e nos filhos. Quando estes não são receptivos, uma discussão de café sobre futebol serena os animos e funciona como brinquedo anti-stress. Deus nos abençoe.

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