Hoje vou-vos contar mais uma alegoria/historia (eta).
Era uma vez….uma macaquita. Pequenina mas que queria ser grande, muito grande. Mais esperta que as suas amigas e irmãs macaquitas. Estudou, estudou, estudou mais ainda, até que um dia tinha já alargado sobremaneira os horizontes da sua mente. Conseguia finalmente focar a ponta do seu nariz.
Esta macaquita, que por vezes se distraia e era só uma macacinha engraçada, visualizou uma bolsa com algo que ela precisava muito. Correu, correu, fez e aconteceu e conseguio deitar mãos a essa bolsa. Tinha agora o retoque que a demarcava das outras macaquitas e macaquitos. Finalmente uma marca de distinção credivel. Podia agora almejar um galhito mais alto na arvore que a sua mente construio, real pelas macaquices vividas com os outros macaquitos.
Para subir de galho, agora com a bolsa, equipou-se com um saco de equipamento, um saco cheio de medos. Este equipamento assegura-lhe a sobrevivencia, mesmo nas situações mais agrestes, podendo agora legitimar pequeninas macaquices, mas que lhe davam um gozo imenso, do tamanho do comprimento do seu nariz.
Tem uma mão já no galho que pretende, escutando a voz da sua professora, que lá do alto dos galhos mais altos e mais frágeis, porque mais finos e quebradiços, lhe vai bochechando a informação construida naquela fragilidade, enquanto alterna a sua verborreia com deglutições sofregas dos poucos frutos disponibilizados pela arvore.
Gostava de um dia poder dizer a essa criatura de Deus, que a fruta não faz mal a ninguém se for comida com moderação e sem quebrar galhos, que são os que a sustentam. A bolsa é sua, mas não a troque por um saco de medos.