03
Maio
08

Os Candidatos

No próximo dia 31 de Maio, os militantes do Partido Social Democrata vão escolher um novo presidente para o partido, mas não vão apenas escolher um novo presidente. Vai ser muito mais…

Na verdade, vão escolher um líder para a oposição a este governo que, principalmente, tem desgovernado. Um líder para a oposição a um governo que mente, omite e justifica as decisões e as situações, muitas vezes, com tomadas de posição que nada têm de real.

Bastará pensar nas promessas nos objectivos que José Sócrates apresentou na campanha para as últimas eleições legislativas. São os 150 mil empregos e a taxa de desemprego maior). É a manutenção dos impostos e os mesmos a aumentar. É a apresentação de pseudo-políticas de promoção da natalidade que, de promoção da natalidade nada têm. É a apresentação do Complemento Solidário para Idosos como grande política de diminuição da pobreza, que não é mais do que um embuste, tal são as condicionantes para a sua obtenção.

Mas, não vai ser apenas isso que os militantes do PSD vão escolher no próximo dia 31 de Maio. Vai ser muito mais…

Vai ser a escolha de um candidato que deverá ser forte, coerente e capaz de retirar o Partido Socialista da liderança do país. Um candidato que consiga colocar Portugal, de novo, no rumo do progresso, no rumo da Europa, no rumo do FUTURO.

E, tendo em conta estes necessários pressupostos para a escolha do novo presidente do PSD, e olhando aos actuais candidatos a escolha só pode ser uma.

Sobre Patinha Antão e Neto da Silva, pouco existe a dizer. ou nada…

Por muito que motive os militantes, que saiba mexer com as bases do PSD, Pedro Santana Lopes representa um passado muito presente, demasiado presente. Os portugueses poderão ter (como muitas vezes se diz) a memória curta, mas as más experiências, as más memórias são as que mais perduram.

Manuela Ferreira Leite poderia ser a minha escolha. Tem personalidade, tem postura e tem passado, um passado com algumas provas dadas. Mas tem também vários problemas.

Desde logo o facto de se apresentar (ou de a apresentarem) como uma candidata para minimizar os resultados e preparar a entrada em campo de Rui Rio. Um candidato assim não é sério, mas o adiar de inadiável.

Para além disso, e para mim já começou a perder pontos. Depois de referir, que “durante a campanha não farei o mínimo comentário sobre os outros candidatos“, responde à existência de cartazes apelativos (de Pedro Passos Coelho) que “quando se tem dinheiro é assim…“, entrando no negro e perigoso campo das insinuações. Que fique por aqui…

Por estes motivos a escolha só poderá recair sobre Pedro Passos Coelho. Uma pessoa com ligação forte ao PSD e que demonstrou que sabe fazer. Foi, na minha opinião, o último líder das jotas partidárias, das jotas que realmente existiam independentemente dos interesses dos partidos. Para além disso, vem com ideias novas, ideias de renovação, ideias de mudança e ideias de futuro. Futuro que, diz ele, é agora.

E eu quero acreditar que sim. Precisamos de acreditar que sim.

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5 Responses to “Os Candidatos”


  1. Maio 4, 2008 às 12:45 am

    Caro MAV

    Não pertencendo a este partido, folgo muito que nós os dois, com posições antagónicas em tantos assuntos, depositemos em conjunto expectactivas para um futuro líder da oposição e posteriormente do País.
    Contudo, meu amigo, não tenhamos ilusões. Muitas das políticas vistas como anti-sociais do actual governo terão de ser em muitos aspectos agravadas…. Não constituirão apenas um Valium mas para serem eficazes terão de ser uma… cirurgia.
    Por isso, PPC me parece o mais bem posicionado para essa (dura) tarefa, pois é o único sem vícios em desempenhos de cargos públicos em desempenhos desastrosos.
    Para bem do nosso País que ganhe Passos Coelho, desde que ele cumpra as nossas expectativas, por diferentes que sejam…

  2. 2 MAV
    Maio 4, 2008 às 10:48 pm

    Caro Pedro,

    Tenho total consciência da necessidade das medidas que classificas como “anti-sociais”.

    Mas a verdade, com a alternância governamental que temos tido, torna-se ridícula a desculpa do “não sabíamos que isto estava tão mau”. E concordo contigo, também por isso PPC será o mais bem colocado para tomar estas necessárias medidas.

    E, já o vai dando a entender…

  3. 3 isa
    Maio 5, 2008 às 1:22 am

    Lamento desiludi-los caros co-bloggers mas quem vai ser a próxima presidente do PSD é a Ferreira Leite. Neste momento o PSD, e Portugal, precisam de um líder de oposição credível, com provas dadas e ela é a única nessas condições. nesta altura do campeonato ninguém arriscaria no novato PPC. Novato nestas andanças de liderança (a Jota não conta).

  4. Maio 5, 2008 às 3:28 pm

    Isa

    Eu não entendo porque é conferida tanta credibilidade à MFL uma vez que ambas as passagens dela pelo governo pecaram por: falta de eficácia; trapalhice pura (assumida por ela própria na pasta das Finanças quando despediu funcionários públicos sem saber de seus desempenhos nem utilidade – embora eu aceite que muitos mais tenham de ser despedidos, mas não é tipo “tiros cegos”; seguir uma política que nada se destingue da de Sócrates. Este último motivo penso que é o mais significativo, pois penso que é inútil mudarmos de Governo, com os inconvenientes inerentes a esta mudança, para serem seguidas as mesmas políticas com outros protagonistas.
    Apesar de todos os defeitos que possa ter, entre os quais ser novato penso que é um argumento pouco justo, O PPC é o único com hipótese de apresentar algo diferente e algo de novo. Se não o que teremos é Dupond contra Dupont…

  5. 5 isa
    Maio 6, 2008 às 12:18 am

    A questão Pedro é que estamos em Portugal e em Portugal, e principalmente nesta altura do campeonato, ninguém aposta, prefere-se alguém que já tenha provas dadas, de confiança. para que possa bater-se contra Sócrates (e a comparação entre ambos espero que tenha apenas a ver com austeridade e não com medidas pidescas adoptadas por Sócrates) é que há diferenças, a MFL toma as medidas que entende que deve tomar e assume-as com coragem. enfrenta quem tiver de enfrentar, sem medos. Sócrates n, enfrenta apenas quem tem menos força do que ele e verga-se a tudo qt é poder. eu até o insultava aqui mas eles andem aí 😉
    o argumento não é o PPC ser novato, é por ser novato nestas andanças que n tem credibilidade. somos um país que n inova nem aposta, apostamos no cavalo que já ganhou, vamos atrás de quem já inovou e foi bem sucedido. O problema n é o PPC, é a nossa mentalidade.


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