Até que nem é assim nada tão surpreendente nem chocante a presença das Farc na Festa do Avante, tendo em conta a lista de convidados de edições anteriores da dita: regimes totalitários, sanguinários e invasores os quais eram (e são-no apesar de já não existirem) tidos como modelos políticos e sociais pelo PC. Quanto às Farc, já desde as primeiras edições da festa elas lá estavam em conjunto com outra fauna que pululava e pulula na “grande festa” que é o terrorismo internacional.
Além disso, em plenos anos 80, já após a adesão de Portugal à CEE, podia ouvir-se dentro do reduto do PCP como ideia dominante que o caminho para o regime e sociedade ideais seria o golpe armado e nunca a partir da “democracia burguesa”.
Isto só para falar em tempos mais recentes…
Por isso, tanta surpresa com o quê? As FARC ao pé daquilo que eram os modelos de virtude do PCP, se calhar até ficam a perder uns pontinhos (leia-se mortes).
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Há quanto tempo eles o FARCem?
Já não há pachorra…
… para as constantes greves dos funcionários da Metro do Porto, ou melhor para os consequentes atrasos, enchentes e falhas que atazanam a vida de quem não tem o EMPREGO certinho e direitinho e bem pago como os ditos funcionários.
Será isto o Estado de direito?
28 de Maio de 1926
Data na qual se deu o golpe militar que regenerou Portugal da balbúrdia sanguinolenta que foi a I República. Numa altura em que pouca esperança havia para o futuro da soberania de Portugal, país que batia em golpes militares e lutas pelo poder qualquer país latino-americano ou africano e com umas finanças depauperadíssimas, um grupo de pessoas conseguiu regenerar o Estado, em todos os aspectos fundamentais, e o País em geral, conseguindo reerguer o espírito de Nação e o orgulho nacional.
E assim foi durante décadas, até que como tudo nesta vida o espírito do Estado Novo anquilosou…
Mas, é sempre interessante relembrar a força regeneradora exemplificada neste golpe, quando tudo parece longe de qualquer esperança.
Perante a Nação, mal despertada do seu torpor, reanimando-se penosamente de um pessimismo doentio, forçada pelas circunstâncias a defender o seu nome, a sua vida e a sua histórica missão civilizadora, aquele que governa não pode ver interesse nas mudanças superficiais que deixam intacta a causa dos males, mas sim, e unicamente, nas profundas transformações económicas, sociais e políticas que dão origem a novos costumes e a novas concepções de vida social e os garantem.
António de Oliveira Salazar em “Como se Levanta um Estado” (mais informações sobre este livro postadas aqui)
Pois…
O projecto da Expo’98 era um projecto que, quanto muito, era estratégico para a cidade de Lisboa. Não era um projecto nacional. O seu impacto estava limitado à cidade de Lisboa ou, na hipótese mais benevolente, à Área Metropolitana de Lisboa. Quem vive em Coimbra, no Algarve ou no Norte não ganhou nada com a Expo’98. Limitou-se a contribuir através dos impostos para a realização da obra. Do ponto de vista da cidade de Lisboa, os dinheiros públicos nacionais foram muito bem aproveitados. Do ponto de vista do resto do País foi um investimento na cidade mais rica do Pais sem qualquer retorno evidente para o restante território.
João Miranda in “O Diabo”, 20 de Maio de 2008
O mundo segundo Dias da Cunha
A presença de Dias da Cunha no Prós e Contras de ontem teve a nobre função de representar a ideia-chave-mestra que ainda resta da mentalidade portuguesa de outrora: tudo tem de ser resolvido e regulado pelo Estado.
O Estado, essa entidade supra-humana, infalível, que existe para lá do Homem e da Sociedade.
– Se o árbitros arbitram mal (leia-se: “gamam o meu Sporting”) chame-se o Estado para regular e regulamentar a situação.
– Se os clubes entram em crise, pois que vá o Estado ver o que se passa. Se calhar estão a gerir mal o clube. E aí entra o papá-Estado para ajudar a gerir bem.
– Há jogadores com salários em atraso e outros a ganharem muito. Como permitiu o papá-Estado uma injustiça destas?? Crie-se já um tecto salarial, o qual não se possa ultrapassar, nem que se percam jogadores. O que é importante é a igualdade salarial.
Assim atingir-se-á a excelência desportiva, estando implícito o desporto sem a competitividade nefasta do capitalismo!
Querem pontinhos? Ide à Liga!
Gostaria que a punição dada ao FCP fosse não de seis mas sim de 10 pontos, descontados já para a próxima época. Isto como simpatizante do FCP, pois se fosse adepto não pediria 10 mas sim 15 ou 20. Para além disso, zelava para que fosse aprovada uma moção de modo a que Luís Filipe Vieira e Soares Franco fossem nomeados presidentes do Conselho de Arbitragem (sem que precisassem da, por vezes inconveniente, intermediação de Vítor Pereira).
Restam dúvidas que o tetra estaria no papo? Restam dúvidas que mais saboroso que o tetra seria a ultra-humilhação dos adversários?
Querem pontinhos? Ide à Liga! Não gastem tudo em caramelos, não!
Discurso de Santana Lopes
Por muito que questionemos a oportunidade da candidatura de Pedro Santana Lopes – em especial após a imagem negativa do seu afastamento do governo, via dissolução da assembleia da República, ainda bem fresca na memória dos Portugueses -, por muito que questionemos se ele está preparado para reassumir o cargo de maior responsabilidade para o País depois de ter sido, ainda que com fundamentos duvidosos, destituído desse mesmo cargo…
O seu discurso de candidatura, no meu entender, é muito bom e foca os aspectos que um governo (obviamente de direita, ou pelo menos da não-esquerda) deve ter em mente. Aliás é inovador quanto à abordagem directa e simples de muitos problemas, nomeadamente a dependência do Estado por parte da população portuguesa em geral e o handicap corporativista que ainda se mantém na nossa mentalidade.
Em suma foi um discurso virado para os Portugueses e não para o “aparelho” ou barões” ou bases”, seja lá o que isto queira dizer. E neste aspecto marcou pontos em relação aos outros candidatos. Pois será em alguém que defina campos de acção e medidas concretas tal como PSL hoje esboçou (e a mais não era obrigado) que o voto da direita e da não-esquerda se centrará.
Faz hoje um ano…
Do referendo da interrupção voluntária da gravidez. Na altura abstive-me, convencido que era opção mais de acordo com minha consciência. Se soubesse o que iria ocorrer a seguir no que toca a medidas do governo, que na altura sobre elas mentiu descaradamente, teria votado NÃO.
Teria votado Não, porque é inconcebível isentar da taxa moderadora quem interrompe voluntariamente sua gravidez, ao passo que são fechados centros de saúde em muitos pontos do país.
Teria votado Não porque acho execrável que se despenalize o aborto, tal qual foi feito por artimanha jurídica, não apenas após as 10 como após 12 e mais semanas de gravidez. Pois aí não se trata de somente uma interrupção de algo inesperado, mas sim de um crime calculado, irresponsável.
Teria votado Não, devido à impossibilidade de médicos e mais agentes de saúde serem impedidos de invocar objecção de consciência para perpetrar aquilo que para eles, pelo menos para aqueles que utilizassem este recurso, constitui um crime.
Teria votado Não, acima de tudo porque quem defendeu o Sim, em especial o sector ligado ao governo, mentiu vergonhosamente acerca destas e de outras questões.
Mas, hoje isto até passa despercebido, pois as mentiras são tantas e tão descaradas… Enquanto isso a vida humana cada vez vai valendo menos.
McCain
John McCain deu ontem na “supertuesday” uma bofetada de luva branca a muitos sectores do Partido Republicano que tudo têm feito para o aniquilar. Nomeadamente, a ala representada pelo poder vigente (Bush nunca escondeu a sua antipatia) e o lóbi evangélico do Sul. Dizem que é o sector conservador dos republicanos que está contra ele. Penso que é dar mau nome ao conservadorismo, em especial ao anglo-saxónico e aos seus fundadores, dar tal designação à social-teocracia de Huckabee e seus apoiantes e de, em parte, Mitt Romney.
Ontem ficou visível no discurso de Obama o seu núcleo ideológico, por entre as cantigas e as palavras de ordem (aquilo mais parecia uma igreja do Harlem…). Criticou os republicanos pelas políticas de corte de impostos e mostrou suas garras socialóides com a história dos pobrezinhos e a demagogia do costume quanto ao fim da guerra. Pelo menos, com Hillary sabe-se desde o início com o que contar…
Prioridades…
Que se fechem estabelecimentos de serviços de saúde variados, sem dúvida inviáveis financeiramente, é uma realidade triste mas inevitável, em especial quando não foram criadas alternativas que salvaguardassem a situação das populações afectadas.
Mas que em simultâneo exista uma TV que é um sorvedouro ao orçamento do Estado, não apenas sustentada com os nossos impostos mas também com uma taxa que pagamos na factura da EDP e que ainda por cima faz concorrência desleal em termos de publicidade aos canais comerciais, é caso para questionar quais as contas e as prioridades destes governos, tão zelosos a defender o Estado social em períodos de campanha.
E, já agora que estamos em maré de remodelações, acabar com ministérios inúteis – e destinados a inúteis fogueiras de vaidades – como o da Cultura também seria capaz de dar uma ajudinha…
É revoltante para todos os portugueses constatar todos os dias, por entre o bulício e espalhafato das TVs, a existência de compatriotas que perderam o acesso a serviços de saúde, quer através do encerramento de unidades de assistência médica quer através da consequente impossibilidade financeira.
Onde antes a comunidade providenciava auxílio aos seus elementos, fosse o médico de aldeia que tantas e tantas vezes não apenas prestava serviço gratuito como também fornecia os fármacos necessários, fosse a carrinha ou o carro dos bombeiros da zona que levase ao hospital mais próximo, fosse a própria morte onde tudo começa e acaba, hoje em dia há a desolação quer do desmoronar da comunidade e do seu espírito quer da dissipação da ilusão da existência de um Estado que suporte unidades de assistência médica, completamente inviáveis no aspecto financeiro.
Desde o Estado Novo e as suas ilusões de providência quase divina fruto da mentalidade estatista do corporativismo salazarista até ao estatismo socialista que se criou um monstro difícil e quase impossível de derrotar: a tutela do Estado sobre a saúde e o ensino.
Monstro esse que agora é responsável por as pessoas que vivem afastadas das áreas metropolitanas das grandes cidades não terem as alternativas que deveriam ter quando o Estado, outrora papá omnipotente e omnipresente, agora se vê obrigado a “fechar a torneira” porque é tempo de “apertar o cinto”.
Continuamos a ser o país com os seguros de saúde mais caros de toda a Europa e com os serviços de saúde privados a praticar as maiores exorbitâncias de acordo com o poder aquisitivo das populações. Estas são as menos culpadas, pois não foram elas que criaram o corporativismo ignóbil da Ordem dos Médicos; não foram elas que criaram a ilusão de um Estado sempre presente; não são elas que nomeiam administradores e gestores da cor política em vigência no poder para os hospitais e institutos públicos de saúde; não são elas que mantêm o cerco apertado às vagas para as faculdades de Medicina para depois se chamarem médicos espanhóis; não são elas que por meio de tutelas e interesses espúrios coarctam a livre concorrência entre companhias de seguros e estabelecimentos de saúde privados. Por fim também não foram elas que tornaram o tema cheque-ensino e cheque saúde um assunto quase maldito e por isso impossível de ser debatido.
Por isso, apesar do sofrimento de todas essas populações e mesmo de todo o povo português, apelar para voltar ao passado é voltar às causas pelas quais o actual estado de coisas se verifica.
Tortuoso caminho da realidade
A propósito das recentes discussões descritas nos posts anteriores, não há dúvida que temos muito assunto para discutir no que toca à situação do mercado de trabalho neste e noutros países. Independentemente de ideologias e posicionamento no eixo político, é inegável que as situações são muito complexas no que toca a empregadores, empregados, mercado e leis laborais, sendo que muitas vezes cada caso é um caso.
A tentativa de generalizar situações querendo dar origem a teses dogmáticas acaba por encerrar o debate numa indefinição infrutífera.
A capacidade de trabalho, o carácter, os talentos e a formação (ou falta dela) é algo reversível, mas essencial para a nossa luta por um lugar no mundo. Esse lugar muitas vezes se encontra num papel empreendedor, dando azo a trabalhadores por conta própria. Por sua vez estes tornam-se empregadores e deparam-se com dificuldades que antes não compeendiam pois o seu posicionamento era outro e por aí moldavam suas ideias.
Neste sentido, não tenho dúvidas que quanto maior for o controlo da economia pela regulação do Estado, mais artificialismo se cria em torno da força de todos os agentes económicos, subvertem-se papéis que de outro modo estariam bem definidos, vicia-se algo que conquista o seu equilíbrio de modo espontâneo. Deste modo, acho que os contratos colectivos de trabalho são algo contranatura que tem vindo a deteriorar o poder de compra das classes de trabalhadores por conta de outrém e desincentivadores do mérito. A sua inflexibilidade paralisa o mercado de trabalho e a economia propiciando o desemprego. Por outro lado, a complexidade das relações laborais e a unicidade do indivíduo e subsequente carácter e modo de estar na vida tornam o colectivismo laboral e económico algo contranatura e obsoleto. O pós-25 de Abril tem-no vindo a demonstrar a olhos vistos e apenas o dogma e o respectivo medo cegam a população e inculcam cobardia aos sucessivos governos do bloco central, sempre submetidos à chantagem dos sindicatos com poder de paralização.
Poderia haver aqui espaço para falar no funcionalismo público e no peso do Estado na economia, mas isso daria azo a um post de uma dimensão em relação à qual eu estou aquém do rigor e sapiência necessários, correndo o risco de cair nos habituais lugares comuns, muito deles nem por isso menos verdadeiros.
Prefiro antes salientar que toda a liberdade, em especial a do mercado, torna imperiosa a existência de uma ética e de um sentido de responsabilidade, as quais eu tenho dúvidas que existam neste momento em empregadores e em empregados e nos demais agentes da economia. A pouca que existia, o socialismo e a social-democracia têm vindo encarregar-se de destruir com a sua típica mentalidade venal, controleira e corrupta. Os exemplos estão à vista de todos.
Por este motivo, embora esteja convicto que a liberdade seja o caminho, este será tão tortuoso que penso que aquilo que seria a única realidade viável se torna uma certa utopia.
Sujidade e seus apologistas
Passada a quadra festeira e subsequente mixórdia, os munícipes do Porto, segundo o dito sindicato, teriam de gramar com a toda sujidade infecciosa devido aos direitos de greve dos lixeiros municipais. Mais uma dentre muitas provas de que a luta sindical não é coincidente com o bem-estar e os direitos dos cidadãos, com a diferença de que agora evidenciaram a imundice.
O papel regulador
Com bastante frequência ouço referir a expressão “papel regulador do Estado” e a respectiva “grande importância”, dizem, para “regular a economia e o mercado”. Há quem vá mais longe e diga que o dito “papel regulador” terá como fim “garantir a justiça social e a igualdade”.
Quando vejo um Estado a regular e a ser regulado como o nosso, questiono-me se andaremos todos a regular bem da cabeça. E aí a melhor sugestão que posso dar é: regulem-se como puderem e se roubarem, forem intromissivos e autoritários, mais não fazem que o regulador-mor. O dito Estado. O tal “garante” da “justiça” e da “igualdade”.
Bom Natal!
A todos os leitores e arrochadores desejo um Santo Natal. Para crentes e não-crentes faço votos que o nascimento de Deus-menino irradie sua luz que se reflicta em paz, amor e prosperidade.
Ateus e não-cristãos que me perdoem minha incorrecção política. É consciente mas sem querer ofender.
Os arautos da moral natalícia
Já não há pachorra para o velho discurso vezeiro e costumeiro da pseudomoral de trazer por casa de que o Natal é uma hipocrisia, é só consumismo, é comercial, etc., etc. A questão não é se isto é verdade ou mentira, mas sim que, neste caso, a denúncia da hipocrisia é ela própria uma hipocrisia vinda de quem faz parte dela e nela participa nesta e noutras épocas do ano sem haver nada nem ninguém que a isso o obrigue.
A propósito da onda crescente de crimes em Lisboa e no Porto e respectivo alarido da mediatização, tenho-me deparado com posições ideológicas algo “engraçadas”, vindas elas de uma certa direita liberal. Digo uma certa, pois não há dentro dela unanimidade de opiniões quanto ao assunto, e eu próprio me situo nessa definição política, embora numa matiz mais conservadora e menos ideológica.
Com base na ideia de combate à concentração de poderes por parte do Estado e à perda de privacidade, alguns autores de blogues e da imprensa têm deplorado o apelo a maior vigilância e segurança nas ruas e negado, sem muita argumentação, a desautorização e o desinvestimento que as polícias têm vindo a sofrer.
Penso que há aí um certo equívoco. Uma coisa é o Estado querer concentrar cada vez mais poderes sob o pretexto da segurança. E isso o actual governo já o fez e pouca crítica li na altura na blogosfera. Outra coisa é exigir resultados às forças policiais quando estas dispõem de poucos meios ou meios mal organizados devido ao seu centralismo e hiperdependência orçamental do Estado. Quando falo em autoridade não me refiro necessariamente ao Estado ou ao governo. Uma autoridade eficaz será no meu entender multifacetada e diversificada de modo a que também possa haver equilíbrio de poderes e não concentração. Mas nem por isso será compassiva e desatenta com a segurança das ruas e outros locais.Quanto ao sentimento de perda de privacidade que atormenta muitos libertários e não só, da esquerda à direita, ela tem vindo a desenvolver-se sob variadas formas. Os nossos gestores de conta bancária através do extracto de conta sabe mais das nossas vidas que um parente ou amigo íntimo. Nunca li nada de ninguém que estivesse incomodado com isso. E nada tenho contra os bancos. As câmaras de vídeo actualmente estão em edifícios, empresas particulares e estabelecimentos comerciais e a sua objectiva foca o exterior, ou seja as ruas. Porquê tanta indignação então no caso de haver videovigilância em outros locais-chave? Pelo facto de serem das autoridades estatais ou municipais? (um ataque terrorista foi evitado em Inglaterra devido à videovigilância).
Petição
Bem sei que a higiene e a salubridade são essenciais em qualquer espaço ao qual o público tenha acesso. Bem sei que tem de haver autoridade e regras definidas quanto à vigilância dos espaços que vendem e servem produtos alimentares.
Daí até à actual ditadura higienista que estamos a viver, em boa parte provinda dos desmandos intromissivos de Bruxelas e executados para lá de qualquer contemplação ou flexibilidade pela “polícia” ASAE, vai um grande passo.
Há negócios de economias familiares que têm vindo a encerrar – fazendo crescer os números do desemprego e diminuindo os da contribuição fiscal – locais que faziam parte da tradição de determinadas regiões que deixaram de existir e toda uma cultura gastronómica e de modo de estar que deste modo vai desaparecendo. Em troca temos cada vez mais uma alimentação “empacotada” numa vida “empacotada” situada em condomínios “empacotados” em edifícios atentatórios a qualquer noção de estética, para onde nos deslocamos “empacotados” no utilitário ou “ensardinhados” nos transportes públicos disponíveis.
Podem acusar-me de saudosista e nostálgico, pois terão alguma razão nessa acusação. Para aqueles que comigo estiverem sintonizados apelo à assinatura desta petição.
Bem hajam!
Apresentação
À laia de apresentação, posso começar por dizer que me chamo Pedro, tenho 35 anos, trabalho no ramo editorial e dos media e vivo no Porto. Aceitei o amável convite do Miguel (MAV) para contribuir para este blogue, o qual conheço desde o seu início. Espero poder vir a estar à altura do desafio interessante que é participar num blogue colectivo.
Neste caso terei de conviver com opiniões várias e muitas vezes talvez bem diferentes das minhas. No que me toca, farei os possíveis para respeitar essa diversidade sem me coibir de contra-argumentar quando achar pertinente e oportuno.
O mais importante, no meu entender, para uma boa convivência, seja neste caso ou noutro qualquer, é o sentido de humor. Talvez isso se deva ao facto de por vezes ter mais piada quando falo a sério… Mmmm, adiante.
Quem me conhece doutras paragens, já sabe mais ou menos o que “a casa gasta”. Quem não conhecer também não perde pela demora. Quando muito pode utilizar o linquezito que pus na palavra “paragens” que é uma boa palavra para colocar um linque – um gajo pára e clica. E deste modo acabo de fazer publicidade ao meu estaminé individual, num aproveitamento indecente deste espaço, concedido gentilmente… Mas enfim também é para isto que servem estas novas ferramentas.
Enquanto a ERC não nos cala, senão a todos pelo menos a alguns ou apenas a mim, é bom aproveitar todas as oportunidades de participação deste espaço denominado de blogosfera. Segundo nos diz a informação, todos os dias nascem milhões de blogues pelo mundo fora. Deve estar a tornar-se um novo acto tão vital à sobrevivência humana, tal como respirar, comer, beber e tal e coisa…
Por hoje fico-me por aqui, vamos a ver se na próxima vez tenho mais assunto. Bem, foi a apresentação possível aqui de moi même… Não gosto muito de me autodefinir. Há tipos que nestas circunstâncias traçam um BI recheado de definições políticas, paixões clubísticas, etc. Talvez por alguma timidez prefiro que cada um dos leitores vá tirando as suas conclusões ao longo do tempo e que nas minhas incoerências veja graciosos paradoxos.
Hasta!
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