Archive for the 'opinião' Category

23
Jun
08

Crónicas do Fim-de-Semana que Passou *

Como já abaixo tinha referido, o fim-de-semana estava dedicado a algo muito concreto. O 41º Circuito de Vila Real que teve como resultado principal (a nível pessoal) um valente escaldão e uma dor de cabeça insuportável… mas outras coisas de alguma importância aconteceram… Fica uma crónica à Marcelo Rebelo de Sousa…

  • SETEmais um consecutivo… mais um do que aqui. O nono em dez anos. Falo do Hóquei em Patins do FCP. Só foi estúpido a cena do autocarro queimado a que pouca referência se fez por esta blogosfera. E se fosse ao contrário?
  • RODRIGUEZ – Depois do Hóquei, da presença da champions, a contratação de um dos melhores jogadores do plantel do SLB. Resultado actual da pré-época… 3-0… Curioso foi o comunicado do SLB, a referir o fim das negociações com o jogador, depois de se saber que o mesmo ia para o FCP
  • CONGRESSO – Este fim-de-semana, foi também de congresso do PSD. Do que vi (e principalmente do que ouvi) foi um congresso pouco entusiasmante, embora com algumas declarações interessantes, por parte da nova presidente. Mas, lugares vazios e excelentes votações nas listas propostas por Pedro Passos Coelho. O facto das maiores ovações terem ido para este e para Rui Rio, significa muito. Significará, por exemplo, que o PSD estará para balanço até o pós-legislativas 2009, onde decorrerá uma disputa interessante entre estes dois. Será Manuela Ferreira Leite capaz de alterar esta situação?
  • ATLETISMO – Fantástica a prestação da selecção portuguesa de atletismo que garantiu a entrada directa na Superliga em 2009, a disputar-se em Lisboa.
  • FÓRMULA 1 – Como isto vai. Sem dúvida um dos melhores campeonatos dos últimos anos. Após oito provas das dezoito previstas, os quatro primeiros estão separados por dez pontos na classificação…
  • OUTRAS poderão surgir, à medida que for lendo, vendo e ouvindo o que se passou no mundo…

* título devidamente adaptado das crónicas de Bruno Nogueira na TSF.

23
Maio
08

Galp? Não Obrigado…

Está decidido. Na lógica do que se pode ler nesta barbearia, a partir de hoje faço boicote à Galp…

Proponho que todos se juntem…

22
Maio
08

O sono de sócrates

Desde algum tempo a esta parte, muitos (primeiro foi Menezes, e agora – curiosamente – Ferreira Leite) andam interessados em fazer José Sócrates dormir pior. Pessoalmente, sou contra estas intenções, esperando mesmo que ele tenha óptimas noites de relaxamento e sono.

Noites de tal forma agradáveis, que deixe de ter vontade de acordar, de se levantar, deixando o governo do país para outros…

02
Maio
08

Sugestões aos militantes do PSD

DUAS SUGESTÕES DE LEITURA…

A Acompanhar:
António Neto da Silva (página)
Manuela Ferreira Leite
Patinha Antão (página)
Pedro Passos Coelho (página) (blog de apoio)
Pedro Santana Lopes (blog pessoal) – link corrigido a 04.05

16
Abr
08

Chuva e Vento Forte…

Só quando não deve é que a meteorologia acerta…

06
Abr
08

Acordo ortográfico: só Acordo se me apetecer!

Um acordo em que três países assinaram, e esses podem seguí-lo, mas se os outros não quiserem assinar tudo bem também, em que há palavras que se poderão escrever como nos apetecer, optar entre duas variantes, é portanto um acordo se um gajo quiser…

25
Mar
08

(in)acção social?

Alguém me consegue explicar isto, isto e a não influência disto em todo o desenvolvimento?

O papel dum estado social passa, principalmente nestas situações, por possibilitar à família biológica condições para assegurar a educação dos menores. O que aqui se lê, a ser verdade, é simplesmente do mais ridículo que assisti nos últimos tempos. A acreditar na veracidade dos relatórios feitos pelos psicólogos a retirada dos menores da família de acolhimento deveria ser, simplesmente imediata. Aliás, a acreditar nas versões expostas, nunca aqueles menores deveriam ter sido retirados da família biológica.

Falta, contudo, saber o outro lado da história. Verificar a veracidade dos erros dos serviços que são apresentados nas peças jornalísticas, sendo que cada vez mais me irrita a falta de esclarecimentos (ou a lentidão dos mesmos) que nestas situações demoram a surgir por parte dos serviços competentes. É que essa lentidão não se coaduna com as dinâmicas informativas actuais e, a verdade é que quando esses esclarecimentos demoram a surgir, fica sempre a ideia de que a verdade dos factos é a apresentada, independentemente da realidade.

20
Mar
08

Está cá, mas não está cá…

Resumidamente, foi esta a resposta que ontem me deram, quando me desloquei ao Centro de Saúde da minha área de residência com o meu filhote.

Explicando….

Devido a uma constipação, acompanhada de febre e uma tosse forte e rouca, resolvemos ir com o pequerrucho ao Serviço Nacional de Saúde. Sendo que ainda não eram 19 horas, e não tendo consulta marcada, resolvemos deslocar-nos à consulta aberta do Centro de Saúde, visto sabermos que, com a idade dele, não poderia ter aquela hora, entrada directa no Serviço de Urgência da Pediatria do Hospital de Vila Real.

Ao solicitarmos a consulta a resposta da administrativa foi qualquer coisa como: “a Sr.ª Dr.ª está cá, mas está numa reunião e não pode atender agora“. Ou seja, a única médica de serviç, estava numa reunião e teríamos que aguardar cerca de uma hora para saber se poderíamos ser atendidos.

Felizmente, que no SU da Pediatria do Hospital de Vila Real compreenderam a situação e fomos atendidos.

 

Contudo, e embora com um final feliz, não deixa de ser estranho (ou talvez não) esta situação. Como é possível que a única médica disponivel para as consultas abertas estivesse numa reunião? Não daria para ser realizada fora da hora de atendimento da mesma?

A sorte… é que como não encerraram centros de saúde na zona de Vila Real, a demora foi pequena…

28
Fev
08

Parabéns glorioso!

Acompanhe a gala do MAIOR Clube Português em directo e em exclusivo!

Ronin 

11
Fev
08

Faz hoje um ano…

Do referendo da interrupção voluntária da gravidez. Na altura abstive-me, convencido que era opção mais de acordo com minha consciência. Se soubesse o que iria ocorrer a seguir no que toca a medidas do governo, que na altura sobre elas mentiu descaradamente, teria votado NÃO.

Teria votado Não, porque é inconcebível isentar da taxa moderadora quem interrompe voluntariamente sua gravidez, ao passo que são fechados centros de saúde em muitos pontos do país.

Teria votado Não porque acho execrável que se despenalize o aborto, tal qual foi feito por artimanha jurídica, não apenas após as 10 como após 12 e mais semanas de gravidez. Pois aí não se trata de somente uma interrupção de algo inesperado, mas sim de um crime calculado, irresponsável.

Teria votado Não, devido à impossibilidade de médicos e mais agentes de saúde serem impedidos de invocar objecção de consciência para perpetrar aquilo que para eles, pelo menos para aqueles que utilizassem este recurso,  constitui um crime.

Teria votado Não, acima de tudo porque quem defendeu o Sim, em especial o sector ligado ao governo, mentiu vergonhosamente acerca destas e de outras questões.

 Mas, hoje isto até passa despercebido, pois as mentiras são tantas e tão descaradas… Enquanto isso a vida humana cada vez vai valendo menos.

03
Fev
08

chico espertismo

“Há quem diga que os portugueses são cinzentos, mas não é nada assim. Na verdade, não falta a este povo, que se diz de brandos costumes, muita imaginação e criatividade para contornar as atribulações do dia a dia.

Afinal, para quem não sabe, Portugal é o país do mundo com mais Chico-Espertos por quilómetro quadrado! 

Senão, vejamos… É preciso pagar impostos? Muito fácil: escondem-se os bens de luxo, e declara-se o salário mínimo nacional. O custo de vida é elevado? Arranja-se um desconto através do amigo de um amigo da prima do tio, e o patrão nem nota nada! Esperar numa fila? Isso é para os otários: quem tem cérebro passa à frente! 

A estrada é o território privilegiado do verdadeiro Chico-esperto. Os prazeres do volante deviam ser reservados a uma elite, e há que mostrar a esses pacóvios que dominar o asfalto é uma arte! Não é para qualquer um…E para quê passar meses a estudar o código, se tudo na vida tem um preço? 

Objectivo número um dos portugueses? Viver à grande e gastar o mínimo possível. Ah, claro, e sempre que possível viver à conta do Estado.

Para o Chico-Esperto, o respeito pelos outros ou pelo meio em que vivemos é algo secundário.

 A vida não pára e o espertalhão português é o único que sabe aproveitá-la. 

Mas afinal, entre tantos portugueses, serão apenas os Chicos que são espertos?”

                                                                                

                                                                                                            In a revolta dos pastéis de nata  

Depois de ler os post’s de Vital Moreira no Causa Nossa (deles) aqui, aqui, aqui e aqui, achei que esta era a resposta mais adequada! 

Ronin

 

31
Jan
08

Prioridades…

Que se fechem estabelecimentos de serviços de saúde variados, sem dúvida inviáveis financeiramente, é uma realidade triste mas inevitável, em especial quando não foram criadas alternativas que salvaguardassem a situação das populações afectadas.

Mas que em simultâneo exista uma TV que é um sorvedouro ao orçamento do Estado, não apenas sustentada com os nossos impostos mas também com uma taxa que pagamos na factura da EDP e que ainda por cima faz concorrência desleal em termos de publicidade aos canais comerciais, é caso para questionar quais as contas e as prioridades destes governos, tão zelosos a defender o Estado social em períodos de campanha.

E, já agora que estamos em maré de remodelações, acabar com ministérios inúteis – e destinados a inúteis fogueiras de vaidades – como o da Cultura também seria capaz de dar uma ajudinha…

20
Jan
08

Pela nossa saúde e pelo Estado em que ela está

É revoltante para todos os portugueses constatar todos os dias, por entre o bulício e espalhafato das TVs, a existência de compatriotas que perderam o acesso a serviços de saúde, quer através do encerramento de unidades de assistência médica quer através da consequente impossibilidade financeira.

Onde antes a comunidade providenciava auxílio aos seus elementos, fosse o médico de aldeia que tantas e tantas vezes não apenas prestava serviço gratuito como também fornecia os fármacos necessários, fosse a carrinha ou o carro dos bombeiros da zona que levase ao hospital mais próximo, fosse a própria morte onde tudo começa e acaba, hoje em dia há a desolação quer do desmoronar da comunidade e do seu espírito quer da dissipação da ilusão da existência de um Estado que suporte unidades de assistência médica, completamente inviáveis no aspecto financeiro.

Desde o Estado Novo e as suas ilusões de providência quase divina fruto da mentalidade estatista do corporativismo salazarista até ao estatismo socialista que se criou um monstro difícil e quase impossível de derrotar: a tutela do Estado sobre a saúde e o ensino.

Monstro esse que agora é responsável por as pessoas que vivem afastadas das áreas metropolitanas das grandes cidades não terem as alternativas que deveriam ter quando o Estado, outrora papá omnipotente e omnipresente, agora se vê obrigado a “fechar a torneira” porque é tempo de “apertar o cinto”.

Continuamos a ser o país com os seguros de saúde mais caros de toda a Europa e com os serviços de saúde privados a praticar as maiores exorbitâncias de acordo com o poder aquisitivo das populações. Estas são as menos culpadas, pois não foram elas que criaram o corporativismo ignóbil da Ordem dos Médicos; não foram elas que criaram a ilusão de um Estado sempre presente; não são elas que nomeiam administradores e gestores da cor política em vigência no poder para os hospitais e institutos públicos de saúde; não são elas que mantêm o cerco apertado às vagas para as faculdades de Medicina para depois se chamarem médicos espanhóis; não são elas que por meio de tutelas e interesses espúrios coarctam a livre concorrência entre companhias de seguros e estabelecimentos de saúde privados. Por fim também não foram elas que tornaram o tema cheque-ensino e cheque saúde um assunto quase maldito e por isso impossível de ser debatido.

Por isso, apesar do sofrimento de todas essas populações e mesmo de todo o povo português, apelar para voltar ao passado é voltar às causas pelas quais o actual estado de coisas se verifica.

18
Jan
08

O Exemplo Alemão…

Com os devidos cuidados de não generalização, a gravidez na adolescência é uma situação que acarreta um conjunto de situações problemáticas. É o interromper (ou mesmo o terminar) de um percurso escolar, promovendo situações futuras de dificuldades de integração profissional ou, no mínimo, de emprego precário. São (diversas vezes) as dificuldades na educação das crianças, tendo em conta a falta de “preparação” para este novo papel, promovido pela dificuldade que estes pais (em muitos casos apenas as mães) têm em receber apoio.

São certamente situações complicadas de colmatar, existindo obviamente a necessidade de prevenir a ocorrência destas situações (onde andas tu, educação sexual?). Mas, sendo certa a sua existência, importa também definir estratégias que permitam minimizar e diminuir a probabilidade destas consequências.

É esta a ideia de governo alemão ao avançar com uma nova política social que pretende atribuir uma baixa de maternidade (assim traduz a Lusa) para as avós de crianças cujos pais ainda não tenham atingido a maioridade, para que possam apoiar os filhos na educação dos netos, promovendo a continuidade da frequência escolar dos pais. Para tal, esta baixa de maternidade terá uma duração máxima de três anos.

Acredito que esta medida possa ter ainda “resultados secundários positivos” relativamente a uma questão que foi tema de debate em Portugal no ano transacto. A Interrupção Voluntária da Gravidez, cujos números poderiam baixar com políticas deste género.

Assim, também, se promove a educação e o desenvolvimento integral das crianças…

18
Jan
08

Tortuoso caminho da realidade

A propósito das recentes discussões descritas nos posts anteriores, não há dúvida que temos muito assunto para discutir no que toca à situação do mercado de trabalho neste e noutros países. Independentemente de ideologias e posicionamento no eixo político, é inegável que as situações são muito complexas no que toca a empregadores, empregados, mercado e leis laborais, sendo que muitas vezes cada caso é um caso.

A tentativa de generalizar situações querendo dar origem a teses dogmáticas acaba por encerrar o debate numa indefinição infrutífera.

A capacidade de trabalho, o carácter, os talentos e a formação (ou falta dela) é algo reversível, mas essencial para a nossa luta por um lugar no mundo. Esse lugar muitas vezes se encontra num papel empreendedor, dando azo a trabalhadores por conta própria. Por sua vez estes tornam-se empregadores e deparam-se com dificuldades que antes não compeendiam pois o seu posicionamento era outro e por aí moldavam suas ideias.

Neste sentido, não tenho dúvidas que quanto maior for o controlo da economia pela regulação do Estado, mais artificialismo se cria em torno da força de todos os agentes económicos, subvertem-se papéis que de outro modo estariam bem definidos, vicia-se algo que conquista o seu equilíbrio de modo espontâneo. Deste modo, acho que os contratos colectivos de trabalho são algo contranatura que tem vindo a deteriorar o poder de compra das classes de trabalhadores por conta de outrém e desincentivadores do mérito. A sua inflexibilidade paralisa o mercado de trabalho e a economia propiciando o desemprego. Por outro lado, a complexidade das relações laborais e a unicidade do indivíduo e subsequente carácter e modo de estar na vida tornam o colectivismo laboral e económico algo contranatura e obsoleto. O pós-25 de Abril tem-no vindo a demonstrar a olhos vistos e apenas o dogma e o respectivo medo cegam a população e inculcam cobardia aos sucessivos governos do bloco central, sempre submetidos à chantagem dos sindicatos com poder de paralização.

Poderia haver aqui espaço para falar no funcionalismo público e no peso do Estado na economia, mas isso daria azo a um post de uma dimensão em relação à qual eu estou aquém do rigor e sapiência necessários, correndo o risco de cair nos habituais lugares comuns, muito deles nem por isso menos verdadeiros.

Prefiro antes salientar que toda a liberdade, em especial a do mercado, torna imperiosa a existência de uma ética e de um sentido de responsabilidade, as quais eu tenho dúvidas que existam neste momento em empregadores e em empregados e nos demais agentes da economia. A pouca que existia, o socialismo e a social-democracia têm vindo encarregar-se de destruir com a sua típica mentalidade venal, controleira e corrupta. Os exemplos estão à vista de todos.

Por este motivo, embora esteja convicto que a liberdade seja o caminho, este será tão tortuoso que penso que aquilo que seria a única realidade viável se torna uma certa utopia.

18
Jan
08

Fui ali escrever umas coisas…

A propósito do que escrevi num comentário a Pedro Boucherie Mendes, tive direito a resposta na 1ª página do Atlântico

Isto é subir na vida….  

Ronin

08
Jan
08

Prós e Contras

Reconheço que foi necessária coragem para assistir ate ao final dos prós e contra desta noite, estas são algumas das conclusões que consegui tirar: o relatório da comissão que planificou as urgências pelos vistos agrada a todos, a forma como esta a ser implementado é que apenas agrada ao governo.

Seria de esperar que antes de fechar as urgências A B ou C uma nova estrutura estivesse no terreno, as populações fossem informadas quem e onde lhes prestaria o auxilio, ao invés fechou-se sem dar solução, subverteu-se um estudo por decisão politica…

O fundamental que seria trazer mais qualidade aos cuidados prestados numa emergência ficou esquecido…

Estranhos políticos estes…  

Ronin

02
Jan
08

Quiz…

Um dos primeiros grandes debates políticos que vão ocorrer em 2008 será, sem dúvida, a submissão (ou não) a referendo do tratado de Lisboa.

Dando um pontapé de saída sobre este assunto, lanço três questões:

  • Quem é o autor do texto que transcrevo de seguida?
  • Que responsabilidades terá o mesmo na ocorrência ou não do referendo?
  • Será que a pessoa em causa mudou de opinião?
Pronunciei-me claramente contra a ideia de submeter a referendo popular o Tratado da União Europeia. Não só porque a Constituição não o permitia, mas também porque a adesão do país às Comunidades Europeias, em 1985, e a posterior alteração do tratado, realizada pelo Acto Único Europeu, não tinham sido objecto de referendo. […] os nossos parceiros não deixariam de se interrogar sobre o porquê do referendo, quando antes não tinha sido feito. Um eventual voto negativo podia ser interpretado como um “não” à permanência de Portugal nas Comunidades Europeias […].
Para além de tudo isto, eu achava que, em matéria de referendos, sabe-se como começam, mas não como acabam. O resultado pode ser enviesado, pelo facto dos eleitores descurarem a matéria específica em causa e utilizarem o seu voto por razões de política interna. Acrescia que o novo Tratado era um compromisso alcançado por doze países após longas negociações e, como tal, seria sempre possível encontrar nele coisas que agradavam menos a este ou àquele país. Um político demagógico podia agarrar num ponto menos positivo e, à volta dele, mobilizar os eleitores para votar “não”. […] Notei que um cartaz de propaganda [em Dublin, no dia em que tinha lugar o referendo sobre o Tratado da UNião Europeia] dizia: «Se você não sabe do que se trata, vote NÃO.»
02
Jan
08

Oásis

Pelo menos ainda existem alguém com responsabilidades que, no meio desta balbúrdia e egocentrismo governamental, consegue ser directo, positivo e ter um discurso coerente com a realidade nacional.
20
Dez
07

Os arautos da moral natalícia

Já não há pachorra para o velho discurso vezeiro e costumeiro da pseudomoral de trazer por casa de que o Natal é uma hipocrisia, é só consumismo, é comercial, etc., etc. A questão não é se isto é verdade ou mentira, mas sim que, neste caso, a denúncia da hipocrisia é ela própria uma hipocrisia vinda de quem faz parte dela e nela participa nesta e noutras épocas do ano sem haver nada nem ninguém que a isso o obrigue.

16
Dez
07

O Supremo Interesse do Menor…

Muito se tem falado ultimamente do supremo interesse do menor. Veja-se os casos da Esmeralda, da Iara e de muitos outros que por aí andam.

Obviamente, que respeito esta ideia (por mais não fosse, por motivos de formação), mas penso que anda por aí muita gente enganada, e esta lógica de abordar o supremo interesse do menor, quando interessa que tal aconteça, leva-me a colocar algumas questões que gostava de ver respondidas:

 

  1. O que é, realmente, o supremo interesse do menor? Alguém me arranja critérios concretos e específicos?
  2. Será que na maior parte dos casos, não estamos a ouvir na realidade, falar sobre o supremo interesse das pessoas que querem ficar com o menor?
  3. Já alguém deu conta que, no mesmo documento (com base na Organização das Nações Unidas) em que fala da primazia do supremo interesse do menor, também fala a primazia da família biológica? Ou será que isso já não interessa?



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